Só para recordar
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Macau é tudo aquilo que nós possamos imaginar quando pensamos numa minúscula península acrescentada por duas ilhotas na foz do Rio das Pérolas e que, quando o navegador português Jorge Álvares ali desembarcou nos idos 1513, não passava de um abrigo de mercadores dos mares orientais muito cobiçado por piratas e corsários chineses mas cedo se aperceberam estar na presença de um novo povo e uma nova e exuberante civilização e muito bem recebidos pelos mercadores dos portos da terra dos Mandarins.
Misterioso porto dos mares de Cantão daquela milenar e gigantesca China Imperial.
Hoje, Macau e ilhas de Taipa e Coloane com Área 32,9 Km2 (2 vezes a área da Freguesia de Alvor) tem 640.000 mil habitantes mais que todo o Algarve pasme-se ... esteve na nossa posse 500 anos ... é obra !
500 anos depois ainda dá para pensar como é que os portugueses com aquelas naus e poucas dezenas de marinheiros/aventureiros conseguiram impor-se e ganharem o apoio e respeito daqueles ilustres, fortes e poderosos mandarins e negociar com eles e dez anos depois da chegada de Leonel de Sousa conseguirem autorização para se estabelecer na foz do Rio das Pérolas, comerciar a prata e a seda e mais espantoso ainda conseguir por volta dos anos de 1560 que Macau fosse já um porto português.
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IMPÉRIO PORTUGUÊS
De Ceuta - 21 de Agosto de 1415 - D. João I , Infante D. Henrique e Infante D. Pedro - a Macau 20 de Dezembro 1999 - com Jorge Sampaio (PR), Rocha Vieira (Governador Geral) e Jiang Zemin
a Macau - 20 de Dezembro 1999 um novo dia para Macau e fim simbólico do Império Português, 584 anos depois da conquista de Ceuta em 21 de Agosto de 1415.
Apontamento
“Cidade do (Santo) Nome de Deus de Macau desde 1583 e que em 1654, por ordem do Rei Dom João IV, passou a ser CIDADE DO (SANTO) NOME DE DEUS DE MACAU, NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL, visto que, no período compreendido entre os anos de 1580 a 1640 em que Portugal foi reinado por um monarca espanhol, Macau continuou a içar lealmente a bandeira portuguesa até 1999, quando foi devolvida para a China.
A bandeira portuguesa arriada em Macau e trazida para Portugal pelo último Governador de Macau -Rocha Vieira- guardada na sua casa durante 17 anos foi entregue pelo próprio à Liga dos Combatentes em 2016.
Hoje está exposta no Mosteiro da Batalha ao lado do túmulo do Soldado Desconhecido.
Para que conste...
Vasco Joaquim ROCHA VIEIRA é natural de LAGOA, Algarve onde nasceu a 16 de Agosto de 1930.
HISTÓRIA de MACAU
(馬交石)
Este nome de 'Macau' era apenas o nome de um penedo muito conhecido que se chamava 'Má-Jiao', que em cantonês se lê 'Má-Kao'.
Comerciantes e aventureiros que navegavam à revelia da Coroa chegaram a Macau no ano de 1557. Procuravam um porto de abrigo próximo das feiras de Cantão e ali encontraram artífices capazes de reparar as caravelas.
Aos poucos foram ganhando a confiança da população numa convergência de interesses que permitiu a continuidade dos portugueses durante quatro séculos e meio.
O Censor Provincial de Guangdong/Guangxi Pang Shanpeng, que em 1564 esteve em Haojing (Macau), é o primeiro a referir o nome Ao Men (Ou Mun em cantonense) e escreveu que em menos de um ano os portugueses “construíram centenas de casas, existindo então mais de mil” segundo José Maria Braga.
Nos finais do reinado de D. João III princípios de D. Sebastião começou por ser um entreposto comercial dos nossos mercadores.
Macau assume o estatuto de Província Ultramarina em 1887 num acordo assinado com a China (Protocolo de Comércio e Amizade que passa a reconhecer a soberania de Portugal no território de Macau).
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Macau não era uma colónia normal e o território foi cedida por 500 anos numa espécie de empréstimo por parte da China em agradecimento a Portugal por ter atacado a pirataria naquele Mar da China, aliás, durante a fase inicial, Portugal até pagava uma renda à China.
No período 1571/72 fora “formalizado o pagamento regular de Macau
às autoridades chinesas provinciais de Guandong
(500 taéis de prata que seguirão para o tesouro do Império)”
refere Beatriz Basto da Silva
Por bula de Gregório XIII de 23 de Janeiro de 1576,
anexada ao Arcebispado de Goa foi criada a Diocese de Macau.
Em 1974, a quando da revolução de 25 de Abril, Portugal decidiu que não queria mais colónias (excepto Madeira e Açores por serem habitadas maioritariamente por portugueses) e tentou devolver Macau à China.
No entanto a China recusou o pedido de uma transição imediata, devido ao tratado de amizade sino-português. Já nos anos 80, a China obrigou a Inglaterra a largar Hong Kong e Portugal voltou a pedir à China para negociar uma transferência. Ficou então agendado que Portugal cederia Macau em 1999 um ano após Hong Kong.
Em suma, Portugal, após o 25 de Abril, não quis manter nenhuma colónia que não fosse constituída na sua maioria por portugueses. Como apenas a Madeira e os Açores se encaixavam nessa definição, apenas essas duas permaneceram, muito embora ambas tivessem pedido independência ao contrário de Macau, São Tomé e Príncipe, Cabinda e Timor-Leste que nunca pediram a autodeterminação...
... e foi assim que após 442 anos sob administração portuguesa o pequeno território asiático foi devolvido à China no dia 20 de Dezembro de 1999.
Mas recorde-se que as relações entre Portugal e a China nunca foram muito pacíficas muito embora tenham sido bem melhores que as da Grã-Bretanha (Hong-Kong) com a China.
Pormenor...
Já no post 25 de Abril quando o MFA pretendeu devolver Macau à China, Pequim rejeita.
Só em 1987 numa Declaração Luso-Chinesa é assinado um acordo em que a soberania da China sobre o território de Macau passaria a exercer-se em 20 de Dezembro de 1999... e eram 23 horas e 57 minutos do dia 19 de Dezembro de 1999 quando a administração de Macau passou oficialmente para as mãos da China.
Pormaior ...
Sobretudo a partir de 74 uns poucos começaram a denegrir a Colonização Portuguesa, mesmo que no programa de Abril estivesse escrito que Portugal não queria mais nenhuma "colónia" que não fosse constituída na sua maioria por portugueses... tema que há pouco tempo um "entendido que se considera mais esperto que ninguém" atirou para o ar a hipótese de Portugal reparar os "povos colonizados".
Recordo, os únicos povos que por pressão e apoio dos comunistas da URSS pediram e lutaram pela independência foram: Angola, Guiné e Moçambique. As restantes províncias ultramarinas: São Tomé e Príncipe, Cabinda, Timor e Macau, não pediram a autodeterminação mas calcule-se que na Madeira, nos Açores e até no Algarve houve quem pedisse a independência...
Aparte
O Brasil foi elevado à categoria de Reino em 1815 e à independência em 1822 (7 de Setembro).
Assim do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves se separou formando o Império do Brasil.
Estado Português da India (Goa, Damão e Diu) foi invadido militarmente pela Índia em 1961 terminando 400 anos de soberania sobre aqueles territórios e muitas nações que defendiam soluções negociadas, hipocraticamente se calaram e aceitaram que o "pacifista" Nehru nos atacasse militarmente por terra e ar.
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PENÍNSULA DE MACAUS 1622
Ruínas da Antiga Catedral de São Paulo
À Descoberta da História de Macau
DOS ANOS DE QUINHENTOS AOS DIAS DE HOJE
Espaço de Arquitectura Portuguesa e Tradicional Chinesa
Paisagens da Cidade ... Paisagens Humanas
Lista do Património Cultural Mundial Ruínas de S. Paulo
Ruínas da Antiga Catedral de São Paulo
Reprodução em fotografia do original (gravura)
Península de Macau - Freguesia de Santo António
Ruínas de S. Paulo
Igreja destruída por violento incêndio em 1835
Ruínas de S. Paulo
As Ruínas de S. Paulo são a fachada da igreja da Madre de Deus de São Paulo.
Os trabalhos de construção desta igreja tiveram início em 1602 e terminaram em 1637.
Após a expulsão dos Jesuítas de Macau no dia 5 de Julho de 1762, a igreja foi utilizada em 1831 como aquartelamento do Batalhão do Príncipe Regente D. Pedro de Bragança.
Na tarde do dia 26 de Janeiro de 1835 a igreja foi destruída por um incêndio sobrevivendo intacta a fachada de granito para admiração de quem a visita.
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Centro Histórico de Macau , Património Mundial da UNESCO
Santa Casa da Misericórdia (1569)
Antigas Muralhas da Cidade (Séculos XVI-XVII)
Troços das Muralhas (nos tempos da União Real com a Espanha)
Igreja Santo Agostinho (1586-1591)
O templo actual é de de 1814
Edifício Leal Senado 1784
Templo Kuan Tai 1750
O Censor Provincial de Guangdong/Guangxi Pang Shanpeng, que em 1564 esteve em Haojing (Macau), é o primeiro a referir o nome Ao Men (Ou Mun em cantonense) e escreveu que em menos de um ano os portugueses “construíram centenas de casas, existindo então mais de mil” segundo José Maria Braga.
Resumidamente e para aquela minoria distraída que tanto condenou a colonização lusitana recordo apenas um pouco do muito que fizemos e deixámos em Macau.
Uma presença e uma HISTÓRIA que alguns portugueses e muitos estrangeiros vergonhosamente resolveram distorcer.
PONTES
Ponte Governador Nobre de Carvalho (121º Governador de Macau) - 1974 sendo à época considerada a ponte contínua mais longa do mundo e que hoje alguns rebatizaram Ponte Macau -Taipa e outros para Ponte Velha... enfim...
Ponte da Amizade 1994
Ponte Cais - ( anos 20 do século XX) “PONTE DE COLOANE" “路環碼頭”
Aeroporto Internacional de Macau 澳門國際機場 - 1995
UM . Universidade de Macau - 1981 - som os seus 10 Colégios Residenciais para alunos fez-me recordar D. João III com os Colégios da Rua da Sofia que se não erro muito eram uns 8.
Dos muito macaenses ilustre permito-me destacar dois
Roberto Carneiro (1947 - ) - pais macaenses entre muitos outros cargos foi Ministro de Educação no VI Governo.
Augusto Francisco Rocha (1935 - ) - jogador de futebol da Associação Académica de Coimbra (1956-1971) e da Selecção Portuguesa de Futebol (1958-1963).
Templos e Igrejas
1 CURIOSIDADE
Macau foi “alugado” a Portugal em 1557 como entreposto comercial e tornou-se oficialmente território português em 1887.
2 CURIOSIDADE
Reza a lenda que o nome "Macau" foi cunhado devido a um mal-entendido entre portugueses e locais quando os primeiros chegaram a ilha. Eles perguntaram aos moradores o nome do lugar, mas os locais entenderam mal e responderam com "A-Ma-Gau" pensando que os portugueses estavam perguntando o nome do templo local chamado A-Ma.
Os portugueses tomaram ‘A-Ma-Gau’ como o nome daquele território e assim nasce o topónimo MACAU.
3 CURIOSIDADE
Língua - Crioulo macaenses - língua única e histórica de Macau.
Patoá ou patuá macaense = crioulo macaense -
Língua padrão - Português
Língua de comunicação entre macaenses, chineses e portugueses.
Outros patoás / crioulos falados em comunidades portuguesas
Cabo Verde
Guiné-Bissau
São Tomé
4 CURIOSIDADE
Macau é o segundo país / território mais rico do planeta.
Em 2017 o PIB per capite é de US $ 114.430, a Dívida Pública é zero e as Reservas Fiscais de 55 mil milhões de dólares.
4.1 - Macau é considerada a capital mundial do jogo de azar.
5 CURIOSIDADE
Ahhh, estava a esquecer-me da moeda local a PATACA!
1894 - Moeda introduzida em Macau e Timor moeda local relacionada com o valor da prata e que provocou grandes confusões pelo que em 1906 foram emitidas, pelo BNU, as primeiras notas de 1, 5, 50 e 100 Patacas.
5.1. - Em Macau circularam variadas moedas, curiosamente nunca circulou o Euro.
Em 1952 emitiram.se as primeiras moedas substituindo todas as notas até 10 MOP (Patacas)
5.2. - Árvore das patacas símbolo da obtenção de dinheiro sem se trabalhar ou na expressão portuguesa "abanar a árvore das patacas" relaciona-se com um lugar rico e oportunidade de enriquecer rápida e facilmente.
Macau é das poucas regiões do mundo com moeda própria (que se estende a Timor). A pataca não tem circulação internacional só tem valor na região e para transações locais.
5.3. - O Governo concede aos residentes permanentes de Macau 9.000 patacas anualmente (cerca de US $ 1.200).











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